Conjunto popular muda paisagem do Brooklin

O Residencial Jardim Edite, na esquina das avenidas Jornalista Roberto Marinho e Luiz Carlos Berrini, está mudando a cara do Brooklin, na Zona Sul de SP, antes mesmo do término da obra. Das três torres com 252 apartamentos previstas no projeto que substitui a favela que existia no local, duas estão bem adiantadas. Elas vão abrigar 192 famílias e, segundo a Prefeitura de São Paulo, serão inauguradas até dezembro. A terceira torre ficou para 2013.

O atraso da terceira torre ocorreu  por causa de quatro imóveis, cujos donos não aceitavam o acordo para a saída proposto pela Prefeitura. Três contestaram na Justiça a indenização oferecida e um deles queria o usucapião do terreno. Segundo a Prefeitura, peritos judiciais avaliaram os três imóveis e os valores definidos foram pagos. O quarto imóvel foi liberado na semana passada porque o autor perdeu a  ação de usucapião.

Os apartamentos serão ocupados por famílias da antiga favela, que existia no local desde os anos 1970. Os futuros moradores recebem auxílio aluguel da Prefeitura. O segurança Bezonel da Paz, morador do bairro há mais de 20 anos, não vê a hora de mudar para o apartamento com sua família, de seis pessoas. “Ficamos preocupados, mas saber do prazo para o fim do ano já tem animado a gente.”





Desde a favela até as obras populares
A ocupação começou  em 1962 e abrigou 842 domicílios em uma área de 18.930.83 m², que pertencia ao governo do estado e ao município de São Paulo. A desapropriação começou em 2007 por conta de um incêndio. As obras, em andamento, começaram  em dezembro de 2010 e vão beneficiar 252 famílias ou cerca de 800 pessoas. Outras 115   famílias se mudaram para mais unidades definitivas, localizadas em Campo Limpo.

192 
famílias ocuparão os prédios em novembro

Estrutura dos edifícios e unidades
O residencial é dividido em três torres de 17 andares com quatro apartamentos cada uma. No total serão 60 apartamento por torre e dois elevadores por edifício. Também serão construídos dois anexos de seis andares, sem elevador, com equipamentos nos 1 e 2 andares e moradias do 3 ao 5 andares. Os apartamentos têm dois quartos, sala, cozinha e um banheiro.

Fonte: Diário de S. Paulo





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